Incorporadoras de imóveis detêm 80% das queixas de mutuários da casa própria em 2017

IMÓVEIS / BALANÇO SEMESTRAL

 

Das 2.888 queixas recebidas pela AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências no primeiro semestre de 2017, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Grande ABC, Santos, Campinas e São José dos Campos, 79,88 % delas são referentes a problemas com as construtoras. Entre as principais queixas estão as negociações para distrato; as taxas abusivas e os atrasos na obra.

O governo federal tem negociado com incorporadoras de imóveis as novas regras para o distrato de imóveis adquiridos na planta. Alega-se que não há regra jurídica que uniformize as revogações contratuais, porém, a Justiça majoritariamente tem decidido em favor do mutuário.   “Das queixas que estamos recebendo de compradores de imóveis, 80% delas são contra construtoras e 20% relativas aos financiamentos bancários. Cerca de 30% dessas reclamações são relacionadas ao distrato e 27% por causa de leilões causados por inadimplência devido a problemas financeiros causados pela crise econômica nacional”, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da  Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Queixas dos mutuários

Além do distrato (30%) e dos leilões de imóveis (27%), as outras reclamações recebidas pela AMSPA, durante o primeiro semestre de 2017, são: atraso na obra (15%), juros abusivos (8%); vícios ou defeitos de construção (6%); taxas abusivas (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (3%); e saldo devedor que não diminui (3%); e outros problemas (3%).

Para aqueles que estão com problemas nos contratos de seus imóveis, Marco Aurélio aconselha ir atrás de seus direitos na Justiça. “Junto ao poder Judiciário, o prejudicado poderá pedir a restituição dos valores abusivos, multa por tempo de atraso, danos morais e materiais, além do que deixou de ganhar”, revela.

O portal www.amspa.com.br oferece dicas úteis para quem pretende adquirir um imóvel, para quem está  fechando um contrato ou para aqueles que já assinaram o contrato de compra e venda de imóveis.  Por meio de um chat, é possível esclarecer dúvidas e o comprador ainda pode ter acesso às Cartilhas do Mutuário, que trazem os principais esclarecimentos àqueles que estão adquirindo ou já têm crédito habitacional: “Volume 1 – Imóvel na Planta”, que esclarece as principais dúvidas e os cuidados antes de fechar o negócio, “Volume 2 – Entrega das Chaves”, que orienta o adquirente a faze uma vistoria minuciosa no interior do bem, e “Volume 3 – Financiamento Habitacional”, “Volume 4 – Imposto de Renda”; “Volume 5 – Distrato/Rescisão de Contrato Imobiliário” e “Volume 6 – Inadimplência no Crédito Habitacional”.

Para ter acesso às informações das cartilhas, os interessados podem acessar o site www.amspa.com.br e baixar o conteúdo disponível em PDF.

Reclamações em São Paulo

Conforme levantamento da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2017, na região metropolitana de São Paulo, houve 2.042 reclamações referentes às construtoras e bancos. Dessas, 50,2% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 1.026 dos reclamantes deram entrada na Justiça. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2016, quando houve respectivamente 1.936 descontentes e 1.025 ações judiciais.

O balanço ainda revela que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: leilões de imóveis (29%), dificuldades no distrato da compra da casa própria (25%), atraso na obra (10%), taxas abusivas (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), inadimplência (5%), saldo devedor que não diminui (5%), cobrança de juros sobre juros (5%),  pagamento do condomínio antes das chaves (5%) e taxa de evolução de obra (1%).

ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a junho de 2017, na região do ABC Paulista, houve 313 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 50,5% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 184 mutuários. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2016, quando houve respectivamente 250 descontentes e 185 ações judiciais.

Das 313 queixas no semestre, 40% delas estão em São Bernardo, 30% em São Caetano, 20% em Santo André, e 10% em Diadema.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: leilões de imóveis (29%), dificuldades no distrato da compra da casa própria (25%), taxas abusivas (15%), inadimplência (13%), atraso na obra (10%), cobrança de juros sobre juros (2%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (2%), taxa de evolução de obra (2%), saldo devedor que não diminui (1%) e pagamento do condomínio antes das chaves (1%).

Campinas e região

Conforme levantamento da AMSPA, de janeiro a junho de 2017, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve 278 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 82 reclamantes deram entrada na Justiça. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2016, quando houve respectivamente 215 descontentes e 80 ações judiciais.

Das 278 queixas no semestre, 40% delas estão na cidade de Campinas, 20% Vinhedo, 12% em Hortolândia, 12% de Paulínia, 8% em Americana, 5% em Sumaré, 2% em Indaiatuba e 1% em outras cidades da RMC.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato da compra da casa própria (25%), leilões de imóveis (20%), inadimplência (12%),  taxas abusivas (10%), atraso na obra (10%), cobrança de juros sobre juros (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (3%), saldo devedor que não diminui (3%) e taxa de evolução de obra (2%).

Baixada Santista

De acordo com dados da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2017, na Baixada Santista, houve 133 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 32 dos reclamantes deram entrada na Justiça. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2016, quando houve respectivamente 71 descontentes e 30 ações judiciais.

Das 133 queixas no semestre, 30% delas estão na cidade de Santos, 30% na Praia Grande, 20% no Guarujá, 10% em São Vicente e 10% em outras cidades da Baixada Santista.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato na compra da casa própria (25%),  leilões de imóveis (16%), cobrança de juros sobre juros (10%), inadimplência (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (10%), atraso na obra (9%), saldo devedor que não diminui (8%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%), taxa abusiva (5%) e taxa de evolução de obra (2%).

São José dos Campos

Conforme pesquisa da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2017, houve 122 reclamações referentes às construtoras e bancos na cidade de São José dos Campos. Desses, 28 entraram na Justiça. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2016, quando houve 100 descontentes e 25 ações judiciais.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato na compra da casa própria (18%), leilões de imóveis (16%), inadimplência (13%), atraso na obra (10%), taxas abusivas (10%), cobrança de juros sobre juros (10%), saldo devedor que não diminui (8%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%) e taxa de evolução de obra (5%).

SERVIÇO

Os mutuários nessas situações e que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé), (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas), (12) 3019-3521 (S. J. Campos) e (13) 3252-1665 (Santos).

 

Endereços e mais informações no sitewww.amspa.com.br.

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