Ações na Justiça de mutuários contra bancos e construtoras sobem 40% em 2013

Na mesma proporção em que aumenta o número de queixas de mutuários com relação a bancos e construtoras, as ações na Justiça contra essas instituições disparam. Segundo balanço de 2013 da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências houve elevação de 22 % nas reclamações e de 40% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário na cidade de São Paulo.

Problemas como atraso na obra; vícios ou defeitos de construção; taxas abusivas como Sati e corretagem; cobrança de juros sobre juros; leilões de imóveis e dificuldades ao rescindir o contrato foram as reclamações mais recebidas pela AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências durante o ano de 2013. “Das muitas queixas que recebemos todos os dias, quase 65 % delas são contra construtoras, os outros descontentamentos são relacionados a bancos, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da instituição.

“Para auxiliar os mutuários de todo o Brasil lançamos um projeto que vai prestar assistência virtual. A iniciativa visa oferecer, por meio de um chat no site da AMSPA (www.amspa.org.br), um atendimento aos mutuários que estão com problemas no seu imóvel.”, informa Marco.

Conforme levantamento da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na cidade de São Paulo, houve 3.352 reclamações referentes às construtoras e bancos. Dessas, 53% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 1.776 mutuários. O resultado apresentou um aumento de 22% nas queixas e um crescimento de 40% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 2.748 descontentes e 1.264 ações judiciais.

O balanço ainda revela que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (35%), seguido das taxas SATI e corretagem (22%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (18%), leilões de imóveis (10%), cobrança de juros sobre juros (8%) e problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (7%).

No site da AMSPA, o comprador também poderá ter acesso às “Cartilhas do Mutuário”: “Volume 1 – Imóvel na Planta” que esclarece as principais dúvidas e os cuidados antes de fechar o negócio. Além do “Volume 2 – Entrega das Chaves” que orienta o adquirente a fazer uma vistoria minuciosa no interior do bem.

ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2013, na região do ABC Paulista, houve 848 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 429 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 41 % nas queixas e um crescimento de 48 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2012, quando houve respectivamente 602 descontentes e 288 ações judiciais.

Das 848 queixas no ano de 2013, 60% delas estão em São Bernardo, 21% em São Caetano, 10% em Santo André, e 9% em Diadema.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (41%), seguido das taxas SATI e Corretagem (33%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (21%), cobrança de juros sobre juros (10%) , leilões de imóveis (8%), e problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (8%).

Guarulhos

De acordo com pesquisa da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na região de Guarulhos, houve 850 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 279 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 30 % nas queixas e um crescimento de 39 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 654 descontentes e 251 ações judiciais.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (41%), seguido das taxas SATI e Corretagem (27%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%), cobrança de juros sobre juros (9%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%) e leilões de imóveis (3%).

Campinas e região

Conforme levantamento da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2013, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve 701 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 567 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 15% nas queixas e um crescimento de 11% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 610 descontentes e 511 ações judiciais.

Das 701 queixas no ano de 2013, 48% delas estão na cidade de Campinas, 10% em Hortolândia, 8% Vinhedo, 5% de Paulínia, 4% em Americana, 3% em Sumaré, 2% em Indaiatuba e 20% em outras cidades da RMC.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (33%), seguido das taxas SATI e Corretagem (28%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (15%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (14%), cobrança de juros sobre juros (5%) e leilões de imóveis (5%).

Baixada Santista

De acordo com dados da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na Baixada Santista, houve 664 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 271 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 20 % nas queixas e um crescimento de 33 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 554 descontentes e 204 ações judiciais.

Das 664 queixas no ano de 2013, 60% delas estão na cidade de Santos, 20% na Praia Grande, 15% no Guarujá, 9% em São Vicente e 5% em outras cidades da Baixada Santista.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (33%), seguido das taxas SATI e Corretagem (25%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%), cobrança de juros sobre juros (10%) , problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (9%) e leilões de imóveis (8%).

São José dos Campos

Conforme pesquisa da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a dezembro de 2013, houve 96 reclamações referentes às construtoras e bancos na cidade de São José dos Campos. Desses, 24 entraram na Justiça O resultado apresentou um aumento de 21% nas queixas e de 19 % nas ações. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2012, quando houve 79 descontentes e 20 ações judiciais .

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (40%), seguido das taxas SATI e Corretagem (22%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%), cobrança de juros sobre juros (10%) , problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (8%) e leilões de imóveis (5%).

SERVIÇO:
Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

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