Construtoras detêm 85% das queixas de mutuários da casa própria em 2016

 

Das 2.572 queixas recebidas pela AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências no primeiro semestre de 2016, nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas e São José dos Campos, e Grande ABC, 85% delas são referentes a problemas com as construtoras. Entre as principais queixas estão o descontentamento no valor devolvido no momento da rescisão do contrato de financiamento do imóvel; as taxas abusivas e o atraso na obra.

Foto: Divulgação

Das queixas recebidas, 85% delas são contra construtoras e apenas 15% relativas aos financiamentos bancários.

 

Diante do alto índice de desemprego que assola o País, muitos mutuários estão com dificuldade para continuar com os pagamentos do financiamento imobiliário. Falta de emprego e diminuição de renda são os principais motivos que têm levado os consumidores a desistirem do sonho da casa própria. “Das queixas que estamos recebendo, 85% delas são contra construtoras e apenas 15% relativas aos financiamentos bancários. Mas 35% dessas reclamações ainda são relacionadas ao distrato do negócio por causa de problemas financeiros”, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da  Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Para Luz, o momento do cancelamento da compra do imóvel tem trazido muitas dores de cabeça ao mutuário inadimplente. “O que acontece é que a construtora quer reter um percentual, que gira em torno de 30 a 60%, do valor já pago pelo dono do bem, quando no máximo deveria ser de 10%, pelas regras do Código do Consumidor.”

Outras queixas dos mutuários

Além do distrato (35%), as outras reclamações recebidas pela AMSPA, durante o primeiro semestre de 2016, são: atraso na obra (20%), taxas abusivas como Sati e corretagem (10%); leilões de imóveis (10%) cobrança de juros sobre juros (5%); vícios ou defeitos de construção (5%); pagamento do condomínio antes das chaves(5%); e saldo devedor que não diminui (5%); e outros problemas (5%).

Para aqueles que estão com problemas nos contratos de seus imóveis, Marco Aurélio aconselha ir atrás de seus direitos. “Na Justiça, o prejudicado poderá pedir a restituição dos valores abusivos, multa por tempo de atraso, danos morais e materiais, além do que deixou de ganhar.”

No site da entidade, o comprador também pode ter acesso às Cartilhas do Mutuário, que ajudam a sanar as principais dúvidas daqueles que estão adquirindo ou já têm crédito habitacional: “Volume 1 – Imóvel na Planta”, que esclarece as principais dúvidas e os cuidados antes de fechar o negócio, “Volume 2 – Entrega das Chaves”, que orienta o adquirente a fazer uma vistoria minuciosa no interior do bem, e “Volume 3 – Financiamento Habitacional”, “Volume 4 – Imposto de Renda”; “Volume 5 – Distrato/Rescisão de Contrato Imobiliário” e “Volume 6 – Inadimplência no Crédito Habitacional”. O presidente da AMSPA salienta que “o portal www.amspa.com.br ainda oferece dicas úteis para antes, durante e após fechar contrato e tira as principais dúvidas, por meio de um chat, de quem vai comprar imóvel ou já adquiriu”.

Para ter acesso às informações das cartilhas, os interessados podem acessar o site www.amspa.com.br e baixar o conteúdo disponível em PDF.

Reclamações em São Paulo

Conforme levantamento da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2016, na cidade de São Paulo, houve 1.936 reclamações referentes às construtoras e bancos. Dessas, 1.025 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O resultado apresentou um aumento de 33,3% nas queixas e um crescimento de 15% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2015, quando houve respectivamente 1.453 descontentes e 892 ações judiciais.

O balanço ainda revela que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato da compra da casa própria (30%), atraso na obra (15%), seguido das taxas SATI e corretagem (15%), leilões de imóveis (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (10%), saldo devedor que não diminui (5%), taxa de evolução de obra (5%), cobrança de juros sobre juros (5%),  pagamento do condomínio antes das chaves (5%).

ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a junho de 2016, na região do ABC Paulista, houve 250 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 74% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 185 mutuários. O balanço representa um aumento de 24% nas queixas e um crescimento de 9% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2015, quando houve respectivamente 202 descontentes e 170 ações judiciais.

Das 250 queixas no semestre, 40% delas estão em São Bernardo, 35% em São Caetano, 15% em Santo André, e 10% em Diadema.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato da compra da casa própria (30%), taxas SATI e Corretagem (19%), seguidos de atraso na obra (15%),  leilões de imóveis (11%), cobrança de juros sobre juros (5%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), saldo devedor que não diminui (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%) e taxa de evolução de obra (5%).

Campinas e região

Conforme levantamento da AMSPA, de janeiro a junho de 2016, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve 215 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 80 reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa uma diminuição de 15% nas queixas e um decréscimo de 20% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2015, quando houve respectivamente 255 descontentes e 101 ações judiciais.

Das 215 queixas no semestre, 35% delas estão na cidade de Campinas, 25% Vinhedo, 15% em Hortolândia, 8% de Paulínia, 6% em Americana, 5% em Sumaré, 3% em Indaiatuba e 3% em outras cidades da RMC.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato da compra da casa própria (30%), taxas SATI e Corretagem (15%), atraso na obra (10%), seguidos de leilões de imóveis (10%), cobrança de juros sobre juros (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (10%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%), saldo devedor que não diminui (5%) e taxa de evolução de obra (5%).

Baixada Santista

De acordo com dados da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2016, na Baixada Santista, houve 71 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 30 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa uma queda de 44% nas queixas e um decréscimo de 20% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2015, quando houve respectivamente 127 descontentes e 38 ações judiciais.

Das 71 queixas no semestre, 35% delas estão na cidade de Santos, 25% na Praia Grande, 20% no Guarujá, 10% em São Vicente e 10% em outras cidades da Baixada Santista.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato na compra da casa própria (24%), taxas SATI e Corretagem (20%), cobrança de juros sobre juros (11%), seguidos de atraso na obra (10%), leilões de imóveis (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (10%), saldo devedor que não diminui (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%) e taxa de evolução de obra (5%).

São José dos Campos

Conforme pesquisa da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a junho de 2016, houve 100 reclamações referentes às construtoras e bancos na cidade de São José dos Campos. Desses, 25 entraram na Justiça. O resultado apresentou uma queda de 4% nas queixas e um aumento de 10% nas ações. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2015, quando houve 105 descontentes e 23 ações judiciais.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldades no distrato na compra da casa própria (35%), atraso na obra (20%), seguidos das taxas SATI e Corretagem (15%), e leilões de imóveis (5%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%), cobrança de juros sobre juros (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (5%), saldo devedor que não diminui (5%) e taxa de evolução de obra (5%).

SERVIÇO

Os interessados em mais esclarecimentos podem entrar em contato com a AMSPA pelos telefones (11) 3019-1890 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 3019-1890 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas), (12) 3019-3521 (S. J. Campos) e (13) 3252-1665 (Santos).

Endereços e mais informações no sitewww.amspa.org.br.

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