Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências

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Sábado, 19 de Maio de 2012
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SAIBA AS OPÇÕES DE FINANCIMENTO PARA COMPRA DO IMÓVEL

No momento de adquirir a casa própria fica sempre aquela dúvida sobre qual é o melhor financiamento, seja ele pelo sistema de consórcio, SFH - Sistema Financeiro da Habitação, SFI - Sistema Financeiro Imobiliário ou direto com a construtora. Para sanar esses questionamentos, a AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências vai lhe ajudar na escolha da modalidade que se encaixa no seu perfil, além de apontar os prós e contras de cada uma.

SAIBA AS OPÇÕES DE FINANCIMENTO PARA COMPRA DO IMÓVEL

Hoje o setor imobiliário está aquecido. O levantamento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aponta que só no mês de maio foram comercializados 2.380 unidades, o que representa alta de 22,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já de acordo com a pesquisa do Instituto Data Popular, 9,9 milhões de pessoas pretendem realizar o sonho da casa própria nos próximos meses. Mas antes de fechar o negócio é preciso ficar atento na escolha do financiamento. “É importante que o futuro mutuário, ao comprar um novo bem, converse com sua família para definir a melhor forma de pagamento” informa Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.  Ele recomenda: “Para não correr risco o ideal é não comprometer mais que 30% da renda mensal, além de ter um fundo de reserva”,
 
Uma das modalidades para financiar a casa própria que está crescendo é o sistema de consórcio. No primeiro trimestre deste ano foi registrado um aumento de 11,3% nas vendas das cotas em relação ao ano de 2010, totalizando 57 mil unidades, como mostram os dados da Abac – Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio. Porém, essa alternativa de financiamento tem suas vantagens e desvantagens. Os benefícios são: os juros baixos; a possibilidade de usar o FGTS para dar lances e receber a carta de crédito antes;o prazo para a liberação (varia entre 60 a 180 meses) que é menor se comparado a outros financiamentos que chegam a 30 anos. Segundo Marco, também alguns consórcios permitem que o consorciado dê o lance que ela própria, a empresa promotora do consórcio, faz a cobertura dele e o consorciado vencedor pagará com parte da carta de crédito o valor dado. Já os malefícios são: as taxas de administração e adesão, os seguros e o fundo de reserva que pode comprometer em até 20% das prestações. 

Segundo Marco, quem optar pelo consórcio não deve ter pressa, pois pode ser o primeiro a ser contemplado como o último. “Devemos alertar ao futuro mutuário que deseja comprar sua primeira casa por essa modalidade que, quando liberar a carta de crédito, muitas das vezes, o valor não é suficiente para aquisição do bem desejado. Nesses casos, em que houve a valorização do imóvel e a quantia ficou acima do crédito recebido, o dono da propriedade terá que ter reservas próprias para completar o pagamento. Caso contrário será forçado a comprar o imóvel em outro local não desejado e, às vezes, gerando problemas sérios, como o de mobilidade”, explica. “Por isso, esse financiamento é ideal para quem não tem urgência para se mudar”, completa.

Outra opção para financiar um imóvel já pronto é ir direto à construtora. A modalidade é boa para quem adquirir o bem no valor acima de R$500 mil e quer quitar as parcelas em pouco tempo. Para Marco, a vantagem dessa escolha é a facilidade de negociação com o incorporador. Também inclui a menor rigidez para conseguir a concessão do crédito e, no caso da impossibilidade de cumprir o contrato, há uma alternativa de fazer um acordo. “O problema desse financiamento está na cobrança dos juros, de 12% ao ano mais o IGPM - Índice Geral de Preços-Mercado, após as chaves, que leva ao aumento considerável do preço final e de receber a escritura após quitar as prestações”, ressalta. “Para aqueles que preferirem essa modalidade é preciso ter cautela, pois, caso a construtora quebre antes da entrega das chaves, você pode não conseguir recuperar o dinheiro”, acrescenta. E aconselha, “É importante quitar em torno de 30% o valor do imóvel, antes da entrega das chaves, se puder pagar tudo é melhor. Para evitar problemas com a construtora também é importante criar a “Comissão de Representantes” para  fiscalizar o andamento da obra, ainda na planta.  Caso aconteça a falência da incorporadora, o mutuário deve recorrer  ao judiciário para receber indenização e multas em torno de 50%”. 

Financiar com o banco

Quem opta pelo financiamento feito pelos bancos existem duas modalidades, o SFH - Sistema Financeiro da Habitação e o SFI - Sistema Financeiro Imobiliário. Para Luz, essas opções são ideais para quem quer receber o imóvel de imediato e não tem condições de pagar à vista, que é sempre a melhor escolha devido à ausência de juros. “Se não puder quitar o imóvel, a alternativa é comprar uma residência abaixo do valor de R$500 mil, preferencialmente, pois este é o valor que se enquadra no SFH por ter menor juros (12% ao ano) e amortização mais eficiente”, esclarece. Também o SFH dá mais fôlego na ocorrência de atraso nos pagamentos das parcelas: são 3 meses para conseguir resolver o problema de inadimplência com o agente financeiro. Já com o SFI, a perda da propriedade pelo não pagamento do imóvel acontece em 15 dias após a notificação do cartório, além da taxa de juros variar entre de 13 a 15% ao ano.
   
O presidente da AMSPA sugere que, antes de assinar o contrato desses tipos de financiamento, o futuro mutuário verifique o quanto o valor das parcelas vai comprometer seu rendimento familiar. “O ideal é que não seja mais de 20% de sua renda, se essa for superior a R$10 mil”. Quem tem ganhos entre R$ 5 e 10 mil, o limite da prestação deve ficar entre 11 e 15%. Ele ainda aconselha: “Com renda menor que R$ 5 mil, não arrisque a assumir prestações superiores a 5% desse valor”.

Portanto fica evidente que a escolha do financiamento depende muito do poder aquisitivo de cada um. “É importante que o futuro proprietário do imóvel converse com sua família, levando sempre em conta as despesas fixas, como alimentação, educação, transportes, pagamentos de prestações, entre outros gastos. Caso contrário, o sonho de comprar a casa própria pode se tornar um tormento e acabar de vez com uma esperança do então adquirente”, completa Luz.

SERVIÇO:

Os mutuários que tiverem dúvidas sobre financiamento podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Basta entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br



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