Um empréstimo teria parcelas variáveis e o outro não cobraria a TR, com prestação fixa.
Os bancos esperam que sejam anunciadas pelo governo duas formas de crédito consignado (com parcela descontada no salário) para a casa: uma com prestações sem a TR (taxa referencial), com parcelas pré-fixadas e taxa maior que a atual de 12% ao ano, e outra com a TR com parcelas variáveis e juros um pouco menores. Segundo o diretor de crédito imobiliário da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Natalino Gazonato, a abertura de novas modalidades de financiamento é positiva. “Daria maior possibilidade de negociação.”
Gazonato diz que a mudança deve causar uma redução nos custos do financiamento. “O risco é menor. Os juros devem cair”, diz.
O diretor de Crédito do banco Itaú, Luiz Antonio Rodrigues, concorda, mas acha negativa a restrição do crédito para pessoas que ganham mais de R$ 1.750,00 (cinco salários mínimos) “Quem precisa da casa própria vai ficar de fora”.
Segundo o governo, o crédito consignado para a casa deve começar a ser oferecido primeiro para os servidores, e deve previlegiar a classe média.
Fonte: Jornal – São Paulo AGORA – de 09/08/06.