Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências

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Sexta, 10 de Setembro de 2010
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Central de Notícias

Cerca de 7 mi de americanos podem perder suas casas

Aproximadamente uma em cada sete famílias americanas que possuem dívida hipotecária atrasaram o pagamento do empréstimo ou tiveram sua hipoteca executada pelo banco no terceiro trimestre, de acordo com dados da MBA (Associação de Bancos Hipotecários) dos Estados Unidos.

Segundo a associação, no terceiro trimestre, 14,4% das hipotecas First Lien - que garantem ao credor preferência no recebimento dos recursos gerados com a liquidação do imóvel - estavam atrasadas em 30 dias ou mais ou em processo de execução. Esse é o patamar mais alto já registrado pela MBA desde 1972, quando o dado começou a ser compilado, e se traduz em 7,5 milhões de famílias correndo o risco de perder suas casas.

No terceiro trimestre de 2008, 10% das hipotecas estavam atrasadas ou em processo de execução, enquanto no terceiro trimestre de 2007 a taxa estava em 7,3%.

A inadimplência no setor hipotecário cresceu nos últimos três anos de forma acentuada. Inicialmente, o problema refletia as práticas frouxas de concessão de crédito durante o boom do mercado imobiliário, que permitiram a milhões de pessoas comprar imóveis pelos quais não conseguiriam pagar. O problema foi agravado pelo aumento na taxa de desemprego dos EUA, que em outubro chegou a 10,2%.

Segundo Jay Brinkmann, economista-chefe da MBA, o desemprego pode começar a cair gradualmente no primeiro semestre de 2010 e, caso isso se confirme, a percentagem de empréstimos com problemas de inadimplência deve cair em meados do ano que vem. O número de execuções de hipotecas, no entanto, provavelmente continuará alto por mais algum tempo.

Segundo a associação, também aumentou o número de mutuários inadimplentes, mas cuja dívida ainda não foi executada. Cerca de 4,4% das hipotecas estavam com o pagamento atrasado em 90 dias ou mais, mas ainda não haviam sido executadas no terceiro trimestre. No mesmo período de 2008, a taxa estava em 2,2%.


Fonte: Diário do Grande ABC / Economia 21/11/09.


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