Contratos mais antigos têm um saldo residual referente a juros que não foram abatidos durante o pagamento das prestações do imóvel
Os mutuários com contratos de financiamentos antigos, assinados antes de 1990 têm encontrado dificuldades em quitar a dívida e conseguir a liberação da hipoteca. Após pagar a última prestação do imóvel, o mutuário se depara com outra dívida: o saldo residual, muitas vezes até maior que o valor da casa.
No Estado de São Paulo, cerca de 300 mil mutuários estão tendo ou terão problemas com o resíduo do financiamento. Isto ocorre porque quando foi feito o contrato, existia uma cláusula que previa a equivalência salarial das prestações, isto é, o valor da prestação só aumentava se o salário do mutuário aumentasse. No entanto, os juros e encargos financeiros continuavam correndo gerando assim o saldo residual – pois não havia a amortização de juros-Em média, o saldo residual desse tipo de contrato, corresponde a 60% do valor da casa.
ENTENDA O CASO
60% do valor da casa são o percentual médio do resíduo.
O que é resíduo: é o valor que sobra do contrato para o mutuário pagar por conta dos juros e encargos do financiamento que não são abatidos na prestação.
O que acontece: Mesmo depois de pagar a última prestação do imóvel, o mutuário não recebe a liberação da hipoteca até pagar todo o resíduo.
E se ele não pagar? - O Mutuário que não pagar resíduo pode até perder o imóvel.
Refinanciamento: Para não perder o imóvel, os mutuários acabam refinanciando o valor residual. Desse modo, o valor final pago pelo imóvel supera em até 60% o valor real de mercado.
300 Mil são a estimativa de contratos com problema de resíduo no Estado de São Paulo.
Fonte: Jornal Agora de São Paulo – de 06/08/06.